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sexta-feira, 28 de março de 2014

Braga NÃO é "final" do campeoanto

Hoje o Record vem com a lengalenga de que Braga é "final" do campeonato, porque se ganharmos ficamos a depender apenas dos jogos em casa, mas no meu ver Braga apenas mais uma final que o Benfica tem de fazer para conquistar o campeonato.

Claro que temos de ganhar ao Braga, como temos de ganhar os outros jogos todos até sermos campeões.

O Benfica ainda não ganhou nada e apenas está a lutar pelas competições todas, por isso calma, muita calma.

No nosso jornal, O Benfica, vem um texto sobre sito:

O Destino não nos dá tréguas

Quando, após aquele final de época 2012/13 em que do tudo nos restou o nada, a Direcção do Benfica renovou com Jorge Jesus, eles, os especialistas, garantiram que se acabara de perder o actual campeonato. Nós, que vivemos o benfiquismo, não acreditámos. O mesmo aconteceu quando Cardozo ficou no plantel e tantos peroravam como isso seria fatal para a época corrente. Com a derrota na primeira jornada, acentuou-se a ladainha do apocalipse. À terceira jornada e com apenas uma vitória, eles, os especialistas, já nos tinham feito a extrema-unção e encomendado a alma. Quando estivemos a cinco pontos do primeiro lugar (à época ocupado pelo FCP da estrutura perfeita) aconselharam-nos a começar a preparar a nova época. Os empates caseiros com Arouca e Belenenses fizeram com que os especialistas garantissem a infalibilidade das suas teses. A suspensão de Jorge Jesus por um mês deu aos especialistas permanentes e aos abutres de ocasião a oportunidade para fazer sangue, acertar contas antigas com o treinador e garantir a falência desportiva da época. Mais tarde, foi a lesão de Cardozo a dar-lhes o alento para agoirarem (vindo dos especialistas, até os agoiros são científicos) a época. Atendendo a que a realidade sempre se encarregou de desmentir os seus desejos disfarçados de opiniões, esperaram pela saída de Matic para garantir que isso é que faria com que deixássemos de contar para a vitória no campeonato. Sempre que eles, os especialistas, garantiram que tínhamos o campeonato perdido, nós, os que vivemos o benfiquismo, não acreditámos e continuámos, com os nossos, a lutar. Agora, porque faltam seis jornadas e temos sete pontos de avanço para o segundo classificado e doze para o terceiro (o FCP da estrutura perfeita), eles, os especialistas, querem convencer-nos de que temos o campeonato ganho. E nós, os que vivemos o benfiquismo, continuamos a não acreditar neles, pois sabemos que em Portugal só há um clube que ganha de véspera e nós, Benfica, não ganhamos nem perdemos de véspera. Lutamos sempre para construir permanentemente um destino que não nos dá tréguas.

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 24 de Março, para publicação na edição de 28/03/2014 do jornal "O Benfica".

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Grande artigo no jornal O Benfica


A narrativa de um embuste

A narrativa é simples e desconcertante na actuação flibusteira das personagens da trapaça.
O Benfica, essencialmente por razões estratégicas, decidiu, em boa hora, terminar com uma espécie de oligarquia das transmissões televisivas de futebol em Portugal. Os passos foram simples, legítimos e a contento da esmagadora vontade da gigantesca massa adepta do Glorioso: cumpriu integralmente o contrato de cedência dos direitos televisivos da sua equipa sénior de futebol e, findo esse contrato, optou por não renegociar com o monopolizador dos mesmos, optando por transmitir os jogos no seu próprio canal televisivo, a Benfica TV. 
Conjuntamente com essa decisão, o Benfica adquiriu os direitos de transmissão, em Portugal, do jogos do campeonato inglês. Ou seja, legitimamente, sem atropelar a lei, a ética ou a moral, o Benfica terminou com uma posição de monopólio de uma outra entidade dirigida por Joaquim Oliveira, de quem o seu irmão António (e também seu ex-sócio) garante ser um dos principais manipuladores da grande teia de influências que minam o futebol português. 
A resposta veio à sorrelfa e numa espécie de esquema engendrado com base na “chico-espertice” de quem confunde a geometria, confundido a tangente com a secante da circunferência. Ou seja, garantir que as duas principais plataformas de difusão televisiva (Zon e Meo) não poderão apresentar canais com conteúdos que concorram com os do canal do Sr. Oliveira é muito mais do que um mero contorno da lei. É um atropelo dos valores, da moral, da ética e da justiça que estão (ou deveriam estar) subjacentes à elaboração de qualquer lei. É, enfim, um esquema ardiloso que deveria envergonhar os cidadãos e as empresas que o patrocinaram.
Em suma, estamos perante mais uma luta que temos de travar, contra os mesmos de sempre e em nome dos valores que sempre nos nortearam.
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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 25 de Junho, e publicado na edição de 28/06/2013 do jornal "O Benfica".

Grande homenagem do jornal O Benfica ao Toni

Grande Toni.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Excelente Artigo no jornal "O Benfica"


A matilha

A matilha ataca sem tréguas. Atiram os cães de fila para a linha da frente e, entre latidos e rosnados, deixam para trás os que vão uivando com a cauda a abanar na esperança de que o dono atire um ossito à rafeirada.

A matilha não perdoa, ladra incessantemente, desde há duas semanas, porque, ao contrário do que tem sido habitual nas últimas décadas, não têm encontrado diligentes moços de fretes prontos a entregar a encomenda dourada em tom de apito. Uivam com saudades dos que se vendiam em prostíbulos em troca de fruta para dormir ou conselhos matrimoniais.

A matilha não descansa e dá voz, na comunicação social, a rafeiros, rafeirotes e bicheza afim para enviar avisos velados e ameaças deslavadas aos próximos nomeados para arbitrar os jogos do Glorioso. Alguma rafeirada, mais refinada, esconde-se por baixo de uma aparente, e constantemente desmascarada, ideia de “independência” e “imparcialidade”, para lançar a suspeita cobarde e nojenta com a mesma desfaçatez com que cobardemente ajudaram, e ajudam, a encobrir três décadas de crimes de dourados apitos e bem menos douradas agressões chantagens e ameaças. Normalmente, esta frente da matilha tem direito a tempo de antena semanal sem direito a outro contraditório que não seja a sua própria contradição. Só espero sinceramente que os dirigentes do nosso clube não voltem a cometer o erro de dar direito a entrevistas exclusivas dos profissionais do nosso clube a alguns destes cães de fila.

Quanto aos hipócritas que falam em nome de uma verdade desportiva que conspurcam há três décadas só há um tratamento a dar: deixá-los ladrar enquanto a caravana passa em busca do 33º título de campeão.

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 30 de Abril e publicado na edição de 03/05/2013 do jornal "O Benfica".


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Comunicado da cobertura informativa sem sentido

16-10-2012 18:17

Cobertura informativa

Comunicado

Tal como há três anos, os meios de comunicação do Sport Lisboa e Benfica estão completamente à margem da próxima disputa eleitoral. Nenhum profissional do jornal “O Benfica”, da Benfica TV ou do Sítio Oficial do Clube acompanhou, esta segunda-feira, o anúncio de candidatura do juiz Rui Rangel, em Lisboa, tal como ninguém acompanhou, no passado sábado, o anúncio de candidatura de Luís Filipe Vieira, na Bairrada, ou o jantar, realizado ontem com os elementos que integram a sua lista.

Este comunicado não faz sentido e sei que foi criado para se tentarem justificar algo que não conseguem justificar. Como diz o título do comunicado, 'Cobertura informativa', diz tudo.

O que é o jornal "O Benfica"?
O que é a "Benfica TV"?
O que é o "Sítio oficial do Clube"?
Foram criados para quê?

Simples, são meios informativos para informar os benfiquistas.

Então se é assim como é que se metem à margem do acontecimento mais importante neste momento para o Sport Lisboa e Benfica?

Ninguém lhes pede para tomarem partido, alias isso era ainda mais estúpido, mas tem o dever de informar, de entrevistar e desenvolver debates, para que os donos do Sport Lisboa e Benfica, os sócios, possam tomar uma decisão com mais informação possível.

Concluído os NOSSOS meios informativos não informam o publico para que foram criados, isto era mesma coisa que o jornal "A Bola" ou o "Record" não falarem de desporto. Não faz sentido nenhum.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Excelente artigo no jornal O Benfica:


Mudando de assunto


Segundo a comunicação social, Antonino Silva foi arguido no processo ‘Apito Dourado’, por alegada falsificação de classificações dos árbitros, durante a época de 2003-04. Falava-se em alegadas pressões sobre observadores de árbitros e falsificação dos relatórios, para beneficiar alguns árbitros e prejudicar outros nas classificações. Além disso, havia referências a um episódio em que Lucílio Baptista telefonara a Pinto de Sousa mostrando-se descontente com a nota de um exame escrito que contava para a sua classificação final. Alegadamente, pouco tempo depois, o mesmo Pinto de Sousa teria recebido um telefonema de Antonino Silva, membro da Comissão de Análise da Liga, garantindo-lhe que a nota havia “subido substancialmente”.
Mudando de assunto, há relatos recentes, na imprensa, de que Antero Henrique, membro da SAD do FCP, teria tido uma reunião secreta, no dia 14 de Setembro, para vetar os árbitros Duarte Gomes e Bruno Paixão. Essa reunião teria tido como interlocutores o presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, Vítor Pereira, o vogal Lucílio Baptista (ele mesmo!) e o vice-presidente… Antonino Silva.
Mudando de assunto, nos últimos 24 (vinte quatro) ‘clássicos’ que envolveram o FCP estiveram presentes nove árbitros. Curiosamente, sempre que o FCP perdeu um desses jogos, o árbitro envolvido nunca mais foi nomeado para clássicos que envolvessem o… FCP. Curiosamente, Jorge Sousa e Pedro Proença apitaram 50% dos ditos jogos.
Mudando de assunto, João Brites Lopes, observador de árbitros, classificou o desempenho de Xistra no jogo Académica - Benfica como Bom (3,9 em 5)… e já passaram quase dez anos desde a referida época de 2003-04
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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 09 de Outubro e publicado na edição de 12/10/2012 do jornal "O Benfica".

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Excelente artigo que vai sair no jornal "O Benfica"

Este artigo demonstra bem pelo facto de eu ter escrito sobre o dedo em riste do Jorge Jesus:
Jorge Jesus, após um jogo de preparação, de dedo em riste, deu um ralhete a um futebolista seu, Ola John. Foi o escândalo, o horror e a indignação! O país desportivo acordou em choque. Os três molhos de folhas tintadas a que chamam jornais desportivos fizeram do acto capa. Os comentadores teorizaram sobre o treinador carrasco e sobre o jogador vítima. Segundo me pareceu, nunca os jornalistas portugueses tinham visto um treinador a dar um ralhete, em público, a um jogador. Nunca. E o acto chocou-os. E o acto indignou-os. E o acto permitiu-lhes tecer comentários sobre o valor do treinador como homem. No dia seguinte, perguntaram à pobre vítima o que achava do vil verdugo. A pobre vítima, para espanto dos inquiridores, não se achava vítima de coisa alguma. Achava normal e nada de especial que o seu treinador o tivesse corrigido com mais veemência. 
Em seguida, apurou-se a forma de acertar no alvo: não era o ralhete que se questionava, era o facto de ter sido em público e não no recato do balneário. Garanto que, perante o alarido causado, se fosse agora, o treinador do nosso Benfica certamente teria feito os reparos longe dos olhares sensíveis dos jornalistas sensíveis. Mas, possivelmente, o treinador em causa terá visto anteriores ralhetes públicos que foram encarados como normais pela chusma que agora se indigna. A título de exemplo, a dita chusma não se indignou quando, no dia 7 de Abril, durante um jogo entre o clube do sr. Salvador e o clube do sr. Costa, o treinador Vítor Pereira, aos 25 minutos de jogo e com o resultado empatado, deu um ralhete, de dedo em riste e aparentemente com ameaças, ao árbitro Olegário Benquerença. Também foi em público, foi transmitido pela televisão em sinal aberto para todo o país e, pelos vistos, também foi um treinador a corrigir alguém do seu clube. Não fez capa de nenhum jornal e a chusma achou normal... 
_____ Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 07 de Agosto e publicado na edição de 10/08/2012 do jornal "O Benfica".

Isto diz tudo porque na altura fiz este artigo, pois infelizmente ou felizmente conheço os nossos jornais e jornalista, e os nossos treinadores, jogadores e dirigentes tem também já os deviam conhecer.

Não me venham cá com coisas que foi devido à gloriosasfera, porque também criticámos vivamente o dedo do vitinho sobre o benquerença e nada se passou. Quem nos dera que os jornais nos ouvissem, era bom sinal.

A nossa direcção tem de uma fez por todas assumir o que querem, ou se estão a cagar, criticam, maltratando e repudiando esta gentinha (isto é que era), ou então assumem um papel de não criar ondas, que é o que andam a tentar fazer mas muito mal.

Era mais que obvio que o que aconteceu ia acontecer, dou outro exemplo, nos corruptos andam todos à porrada, e onde estão as primeiras paginas? Ainda por cima com boas fotos por ai para colocar na primeira pagina:

Agora imaginem isto no Benfica, por exemplo o caso do Rubén que nada se compara com isto, quantas primeiras paginas houveram?

Resumindo, nós temos de uma vez por todas saber nos defender, ou não causando ondas desnecessárias pois sabendo qualquer coisinha vai causar a maior tempestade do Mundo ou no meu ver atitude certa, arrebentar com eles em todos os aspectos e feitios, claro que aqui as "grandes entrevistas" tinham de acabar.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Grande texto no jornal "O Benfica"


Nós, os da bancada

Nós, os da bancada, servimos para viver o Clube, para sofrer e rir, para nos irmanarmos apenas no momento do festejo do golo. Servimos para comprar o bilhete, aplaudir, gritar pela equipa, acompanhar o Clube e sermos o próprio Benfica.

Nós, os da bancada, raramente estamos de acordo. Discutimos entre nós, ofendemo-nos e defendemo-nos, tentando defender o que consideramos ser o melhor para o Benfica. Nós, os da bancada, por vezes até acenamos lenços brancos, os mesmos que, enquanto são acenados, enxugam lágrimas feitas de mágoa. Nós, os da bancada, não percebemos nada de futebol. Perdão, nós, os bancada, não percebemos nada de futebol sem paixão. Não sabemos como potenciar um jogador (agora chamam-lhe activo) e não sabemos como tornar dinâmico um conceito táctico que se traduz em números estáticos. Para nós, os da bancada, um 4x3x3 e um 4x2x3x1 ou um 4x4x2 são processos que sabemos ler, mas não sabemos implementar. Nós, os da bancada, ouvimos “basculação” e “transição ofensiva”, “pressão alta” ou “jogar entre linhas” como chavões que os entendidos dominam para nos mostrar que nós, os da bancada, nada dominamos da arte de bem interpretar o texto de um jogo. Nós, os da bancada, não sabemos como transformar o sofrível em bom, não sabemos como fazer melhor do que os profissionais do futebol, nem sabemos como os profissionais do futebol conseguem fazer tão bem aquilo que nos parece tão bem feito.

No entanto, nós, os da bancada, sabemos quando algo não está bem. E nós, os da bancada, que nada sabemos de futebol, sabemos que nem tudo está bem no equilíbrio do nosso plantel ao nível das alas defensivas. Nem sempre, mas ouvir a voz preocupada dos leigos das bancadas, por vezes, não faz mal.

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 24 de Julho e publicado na edição de 27/07/2012 do jornal "O Benfica".

quarta-feira, 23 de maio de 2012

24 penáltis por marcar a favor do Benfica

Terminado que está o Campeonato Nacional de Futebol, a desilusão reina entre os benfiquistas. O principal objectivo da época não foi atingido. O título voltou a fugir-nos, depois de se insinuar, durante semanas, no nosso horizonte. Perante a decepcionante realidade, diferentes tipos de reacção se observam. Uns choram as lágrimas da sua genuína amargura. Outros procuram exorcizar frustrações, disparando culpas para cima de quase toda a gente. É a natureza humana que, particularmente no mundo da bola, onde todas as emoções são levadas ao extremo, se manifesta nas suas melhores, e piores, facetas. Cabe agora aos cronistas dissecar os motivos que levaram a este desfecho. Houve erros próprios, que não podemos iludir, e que deveremos saber corrigir dentro da nossa casa, com serenidade, e sem pressões nem dramatismos exagerados. Mas há uma verdade que nenhum observador isento poderá agora vir negar, e nenhum benfiquista poderá esquecer: este Campeonato foi, em larguíssima medida, manipulado pelas arbitragens, que nos momentos decisivos nos puxaram pelos pés, levando outros ao colo. 
É assim há mais de vinte anos. Já estamos de certo modo habituados. Tão habituados que até achamos normal, e exigimos aos nossos profissionais que se sobreponham a esse obstáculo - como se ele não existisse, como se ele não fosse suficientemente opaco para os impedir de chegar mais longe, e de nos oferecer mais alegrias. O futebol é sempre analisado em cima dos resultados. Quem ganha, leva tudo. Para quem perde, fica apenas a desilusão, e por vezes a revolta. O FC Porto foi campeão, e é isso que vai constar dos arquivos da história. Poucos se irão lembrar das portas e travessas por onde este título passou. Ninguém irá reconhecer mérito aos perdedores, mesmo sendo eles, neste caso, apenas vítimas de uma perseguição ignóbil e desenfreada.

Resta-nos a memória. E para isso deixo aqui um número: 24. Vinte e quatro penáltis por marcar a favor do Benfica. Em 24 ocasiões, os árbitros não viram, ou não quiseram ver, infracções dentro da área dos nossos adversários. É demais, para uma só época, para tão só trinta jornadas. Deixo aqui a referência a todos esses lances. Dariam para um filme. O filme de uma mentira. Não nos deixemos enganar por ela. 
  • 2ª J, c/Feirense: agarrão a Nolito; 
  • 4ª J, c/V.Guimarães: corte com a mão junto à linha de fundo, com o resultado a zero; 
  • 5ª J, c/Académica: corte com a mão dentro da área a remate de Bruno César; 
  • 7ª J, c/P.Ferreira: falta sobre Aimar aos 44 minutos, derrube a Matic, e corte com a mão; 
  • 10ª J, f/Sp.Braga: falta sobre Luisão na sequência de um canto; 
  • 17ª J, f/Feirense: corte com a mão, falta sobre Rodrigo, e empurrão a Javi; 
  • 19ª J, f/V.Guimarães: pontapé no pé de Rodrigo; 
  • 20ª J, f/Académica: corte com a mão de Cedric aos 7 minutos, e rasteira a Aimar aos 57 minutos; 22ª J, f/P.Ferreira: agarrão a Javi logo no início, derrube a Bruno César, e duas faltas sobre Nélson Oliveira nos minutos finais; 
  • 24ª J, f/Olhanense: empurrão a Javi, agarrão a Cardozo, e corte com a mão de Toy; 
  • 26ª J, f/Sporting: rasteira a Gaitán logo no primeiro minuto, e agarrão a Luisão ainda na primeira parte; 
  • 28ª J, f/Rio Ave: empurrões a Cardozo e Saviola, ambos nos últimos dez minutos.
São estes os lances que referi, 17 dos quais ocorridos a partir do momento em que nos viram com 5 pontos de vantagem. Não são todos claros. Alguns seriam passíveis de diferentes interpretações. Mas muitos – seguramente bem mais de metade -, constituíram erros grosseiros de quem tinha por missão fazer cumprir as regras. E, juntamente com outros lances (fora-de-jogo de Maicon, penálti de Emerson em Braga, etc) desvirtuaram o Campeonato, fabricando um campeão que não merecia sê-lo. Não adianta queixarmo-nos do treinador, das opções tácticas, ou dos falhanços deste ou daquele jogador. Muito menos dos dirigentes, e de uma ou outra contratação. Em condições normais, com verdade desportiva, teríamos sido campeões, com este treinador, com este plantel, e com esta direcção. E essa é uma verdade que jamais poderemos ignorar na hora de fazer o balanço a esta triste temporada

" LF no jornal "O Benfica" da última sexta-feira

Retirado do Blog VEDETA DA BOLA

Depois de lerem este texto pergunto:

Porque não está ai descrito a razão porque deixamos SEMPRE isto acontecer? ("É assim há mais de vinte anos. Já estamos de certo modo habituados.")

De quem é a culpa?
Dos adeptos/sócios?
Foram eles que apoiaram Fernando Gomes?
São eles que ficam calados quando se devia falar?
São eles que não apontam o dedo aos culpados?

Muito se tem escrito sobre os erros das arbitragens depois de acabar a época, mas não houve nem 1 que soubesse colocar o dedo na ferida.

A culpa é da nossa Direção ponto final paragrafo, foram eles que não souberam evitar, defender e criticar na altura certa estes acontecimentos. E tantos pedidos, avisos que houveram por ai... TANTOS

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Está para vir a primeira ameaça que faça ajoelhar o benfiquismo.

Não li este artigo através do jornal "O Benfica", mas do blog Tertúlia Benfiquista, achei brilhante e partilho com vozes:

A história demonstrou que, quando a justiça de Atenas matou o seu mais célebre pensador, a cicuta matou a justiça e ajudou a eternizar o pensador. Na miopia do presente, quem lidera os árbitros que no jogo têm a obrigação de aplicar as regras com justiça considera que faz justiça ameaçando quem se queixa das injustiças.
Na semana passada, Jorge Jesus referiu-se, numa entrevista, às más arbitragens que têm influenciado resultados e, consequentemente, a pontuação dos clubes.
A resposta de Vítor Pereira foi desajustada, canhestra e pequenina. Foi uma resposta tendenciosa, ao nível das arbitragens perpetradas pelos árbitros que ele dirige. Vítor Pereira não argumentou, não refutou com factos e não demonstrou a hipotética falta de razão de Jorge Jesus. Vítor Pereira, para demonstrar a sua razão em desfavor da razão alheia, limitou-se a ameaçar o Benfica, dizendo que quem se queixa das injustiças será ainda mais injustiçado.
Já me habituara a ver Vítor Pereira em ladainhas de circunstância. Durante bastante tempo era uma ladainha em tom de ‘ora pro nobis’, pedindo paciência, compreensão e profissionalização para os “seus” árbitros apanhados em escutas pouco dignas no processo “Apito Dourado”. Agora, ameaçando o Benfica, a ladainha saiu-lhe errada, pois onde ele antecipa um silêncio medroso por parte dos benfiquistas, vai colher um dobre a finados sobre o seu feudo arbitral.
É importante que os ameaçadores do presente aprendam para o futuro uma lição que já vem do passado: o camelo e o burro são os únicos animais que ajoelham para aceitar a carga. Está para vir a primeira ameaça que faça ajoelhar o benfiquismo.
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Artigo de opinião publicado também na edição de 07/01/2011 do jornal "O Benfica".