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terça-feira, 23 de novembro de 2010

26 de agosto de 1998 - Beitar Jerusalém vs Benfica

Bom dia Campeões,


Vamos recuar até 26 de Agosto de 1998, onde o Benfica vai pela primeira vez a Israel competir com Beitar Jerusalém para a Liga dos Campeões, onde perdeu por 4-2. 
Este jogo ficou marcado pela estranha derrota do Benfica.
A 12 de Agosto de 1998 Benfica recebe Beitar Jerusalém, ganhando por 6-0 demonstrando uma superioridade muito grande e que Beitar era uma equipa bastante acessível para continuar na Liga dos Campeões, mas algo se passou no dia 26, Benfica continuou na Liga dos Campeões, mas algo se passou em Israel.
Treinador Graeme Souness no final do jogo comentou:
“Houve exibições que me deixaram desapontado”
“Os jogadores não cumpriram com o que lhes pedi”

Mas algo se passava, havia rumores e conversas, dentro do balneário que, o que se passou não era normal,
“Houve qualquer coisa que não era muito normal. Não tínhamos reação, o tempo de salto não era o mesmo e, nos duelos individuais, perdíamos todos os lances. Sentíamo-nos cansados. Comentámos que se calhar foi alguma coisa que colocaram na água ou na comida”
“Eles estiveram ao nível do que tinham estado em Lisboa. Não tinham grande equipa. Aproveitaram um pouco a nossa falta de reação”
“Aquela ida a Israel foi algo estranha e o jogo atípico, até pela falta de reação dos jogadores.”

Paulo Madeira hoje com 40 anos ao  Record

Bem espero que amanhã a noite, nada de "estranho" aconteça e que o Benfica demonstre todo o seu poder, garra e ambição.


Não se esqueçam, nós somos CAMPEÕES.


sábado, 6 de novembro de 2010

Cromo do Mês: Isaías Marques Soares


Quem não se lembra de Isaías, também conhecido por Homem-Bomba ou Homem-Bala, pois é, este mês o cromo é este potente jogador que jogou no Benfica entre 1990 e 1995.

Nasceu em 1963, mais concretamente a 18 de Outubro, na localidade Vitória/Bahia no Brasil, mas ficando com dupla nacionalidade, brasileira e portuguesa. Chegou a Portugal em 1987, assinando pelo Rio Ave, vindo de um clube chamado Cabofriense. Representou apenas 1 ano o Rio Ave, pois rapidamente deu nas vistas, e o Boavista contrata-o em 1988, ficando a representar esse clube durante duas épocas, onde marcou 22 golos em 67 jogos.

Em 1990 chega ao glorioso Benfica ficando, então, durante 5 épocas.O primeiro jogo realizado com o manto sagrado foi dia 25 de Agosto de 1990 em Braga, defrontando o Guimarães, no qual o Benfica ganhou por 0-2. O último jogo realizado por Isaías foi no dia 14 de Maio de 1995 contra o Salgueiros onde o Benfica ganhou 3-0. 

Isaías realizou, então, 125 jogos para campeonato onde marcou 53 golos, 16 jogos na Taça de Portugal marcando 4 golos, 6 jogos na Supertaça Cândido de Oliveira marcando 1 golo e 31 jogos na Eurotaças marcando 13 golos, ficando na história do clube com 71 golos marcados em 178 jogos realizados com o manto sagrado. O seu primeiro golo ao serviço do Benfica foi no dia 15 de Setembro de 1990 contra o Salgueiros onde marcou aos 51 minutos, bisando outra vez aos 85 min, ficando o resultado 0-3 para o Benfica. O seu último golo foi no dia 6 de Maio contra o Boavista, onde marcou aos 57 min, ficando o resultado de 1-3 para o Benfica.
No seu palmarés estão 2 campeonatos nacionais (1990/91 e 1993/94) e 1 taça de Portugal 1992/93 ao serviço do Benfica.

Foi então 1995 que é "corrido" do Benfica devido a uma das maiores burrices que alguma vez aconteceram no Benfica, a conhecida "limpeza de balneário" de um "sr" chamado Artur Jorge. Foi, então, representar o Coventry ficando lá até 1997 onde foi transferido para o Campomaiorense onde realizou 57 jogos e fez 18 golos. Em 2000 volta, então, para o Cabofriense ficando apenas 1 ano, indo então para o Friburguense onde acabou a sua carreia em 2003.

Isaías... como todos nós sabemos, a melhor característica era o seu pontapé Bomba, quem não contava os pontapés dele? Sabíamos que os 3 primeiros remates iam para a bancada, para lateral, tudo menos para a baliza. Quando ele atirava o 3º remate, era comum ouvir a expressão, "agora é que vai começar". Numa entrevista ao Mais Futebol Isaías faz referência a isto:
«Os três primeiros remates iam sempre para fora, mas eu acabava sempre por acertar. Lembro-me de um jogo, com o Farense, em que estávamos a perder 1-0 e o Rufai estava a ser o melhor em campo. Lá marquei dois golos e demos a volta»
Nessa mesmo entrevista, o jornalista faz comparação entre ele e Oscar Cardoso, pois Isaías é o sul-americano com mais golos no Benfica e o Cardoso caminha a passos largos para o apanhar, e até ultrapassar, mas como benfiquista que é tem uma resposta digna de quem quer o melhor para o Benfica:
«Sinceramente, não sabia que eu tinha essa marca. Mas por mim, não me importo nada que o Cardozo chegue aos 71, 72, ou até que chegue aos 100 golos. É sinal que o Benfica seria campeão, isso é o mais importante. Chuta à vontade, Cardozo»

São jogadores destes que fizeram o Benfica e são jogadores destes que o Benfica tem de ter sempre. Somos Grandes pois tivemos, temos e teremos jogadores que amam o Benfica e o defendem até a morte.

É com orgulho que digo que Isaías foi jogador do Benfica e é um Benfiquista: 
«Sou benfiquista desde que o Major (ndr. Valentim Loureiro) me colocou três propostas à frente e eu escolhi aquela. As outras? Eram do Porto e do Sporting.»


Sporting 3 - Benfica 6 [1993/1994]


Porto 3 - Benfica 3 [1993/1994]

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

«Fui um dos 5 melhores presidentes do Benfica» - Manuel Vilarinho em entrevista





Por Fernando Urbano

Há dez anos Manuel Vilarinho enfrentava o maior desafio de vida. Derrotar Vale e Azevedo era a sua missão mas também o seu maior sonho: «Ser presidente do Benfica». Paradoxalmente, diz que nunca o teria sido se não fosse o «azevedismo». Em 2010, Vilarinho olha para o passado com glória, orgulho e dor. Emoções cruzadas na viagem no tempo que fez com A BOLA.

- Ganhou a presidência do Benfica há 10 anos, naquela que foi considerada uma das eleições mais importantes da história do clube. Recuando no tempo, que palavra lhe vem à mente para definir esse momento? 
- Um grande orgulho e satisfação. Porque tirar de lá o Azevedo não era fácil.

- Lembra-se como começou a sua candidatura?
- Eu sempre tive o sonho de ser presidente do Benfica. Sou oriundo de uma família de benfiquistas, sempre nos habituámos a ver o Benfica como algo de muito importante nas nossas vidas, principalmente graças ao meu pai. Mas acredito que se não tivesse sido a época azevedista eu nunca tivesse sido presidente.

O debate televisivo que foi decisivo
- Ganhou as eleições no frente-a-frente na televisão?
- Não tenha dúvidas. Isso foi fundamental. Tenho-o gravado e de vez em quando vejo-o. Antes do debate eu tinha 30 por cento das intenções de voto, depois ganhei por 62 por cento, Vale e Azevedo com 38. 

- Teve quanto tempo de treino?
- Cinco dias. E nos últimos dois fechei-me em casa a estudar como se fosse para um exame. Estava preparado para tudo o que ele ia falar, menos da história dos terrenos [Euroárea], que só ele sabia e que por isso esteve preso e assim continuará, se não fugir.

Como falhou Jardel

- Anunciou a contratação de Jardel, mostrando inclusive um cheque de 100 mil contos [500 mil euros], prometendo entregar o dinheiro ao clube se ele não viesse...
- Passava o cheque se não fosse verdade o que dizia sobre o Jardel! Fizemos um contrato, mas combinei com ele e com o seu representante, Paulo Barbosa: deveria mostrar-se desconte no Galatasaray mas só viria para o Benfica no final da época. Chegaria mais barato. Foi um contrato promessa mas tinha lá uma cláusula que permitia desistirmos do contrato em determinadas circunstâncias. Só que ele e a mulher na altura começaram a apertar: em vez de pressionarem o Galatasaray pressionaram o Benfica. Queriam vir mais cedo para Portugal. A mulher é que foi a estratega, ele não é mau rapaz, só que era influenciado. 

- Van Hooijdonk foi-se embora e Jardel acabou por não vir. Ficou a perder...
- Porque o Jardel começou a pôr acções jurídicas contra nós, estragando o plano. Podia ter vindo.

- Lembra-se do primeiro choque depois de chegar a presidente?
- Havia dívidas e mais dívidas e a maior parte não estava contabilizada nas contas do clube. Não havia papel higiénico, água e estava tudo estragado. 

- Não conseguiu ter sucesso desportivo no seu mandato. Teve pena?
- O problema era financeiro. Não se pode ter uma boa equipa de futebol sem dinheiro. 

«Episódio Mourinho foi mau acto de gestão»

- Arrepende-se de não ter renovado com José Mourinho?
- Ele próprio contou no livro dele e pediu desculpa pela forma como decorreram as coisas. Se fosse hoje eu também não tinha agido da mesma maneira. Teria feito de outra forma: fazia-lhe a vontade, só que [pausa]... ele ganha 3-0 ao Sporting ao domingo e na segunda-feira aparece numa reunião de direcção, às 10 horas da noite, dizendo: «Ou renovam o meu contrato ou amanhã já não dou o treino». 

- Não aguentou?
- Eu deveria ter engolido aqueles sapos. É claro que naquela altura nunca pensei que ele atingiria este patamar, mas gostava dele. Pensei: «Toni já não vem.»

- Você e Roman Abramovich têm algo em comum: foram os únicos a despedir José Mourinho.
- Não o despedi, apenas consenti o seu despedimento. Ele estava convencido de que eu não gostava dele, o que não era verdade. Eu queria renovar com ele não por uma época, como ele pedia, mas por duas épocas! Porque ficando naquele lugar dar-me-ia sossego, eu não teria de me preocupar com o futebol. Só que aquele ultimato foi chato. Falei logo para o Toni e disse-lhe: «Vem para Lisboa». Devia ter-me posto no verdadeiro lugar de gestor: engolia o sapo, renovava com Mourinho e o Benfica ficava a ganhar com isso. Foi um mau acto de gestão que tomei.

- Consegue projectar o papel que o seu nome irá ter na história do clube? 
- Estou com certeza entre os cinco melhores presidentes da história do Benfica, juntamente com nomes como Joaquim Ferreira Bogalho, Fernando Martins, Ferreira Queimado. A partir de Fernando Martins, melhor só eu. 


in A Bola

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Cromo do Mês: Mats Ture Magnusson

Bom dia Campeões,

O Cromo do mês de Outubro é Mats Magnusson, grande ponta de lança que passou pelo Benfica.


Magnusson nasce a dia 10 de Julho de 1963 na Suécia, mais precisamente na cidade de Helsingborg. Em 1981 começa no clube Malmö FF que iria representar até 1985 onde marcou 20 golos em 37 jogos. Em 1985/86 seria emprestado Servette FC Geneve onde realizou 22 jogos e marcou 14 golos, voltando ao Malmö FF onde realizou mais 25 jogos e marcou 14 golos.

Em 1987 seria então transferido para o grande Benfica, onde veio a fazer história, o ponta de lança de 1.88m e 84 Kg realizou 164 jogos e marcou 87 golos (Campeonato 122/64, Taça de Portugal 18/17, Eurotaças 20/5 e Supertaça Cândido de Oliveira 4/1), mas ninguém consegue esquecer a época 1989/90 onde marcou 33 golos em 32 jogos para o campeonato.

Seria então transferido 1992 para Helsingborgs IF onde realizou 47 jogos onde marcou 24 golos, acabando a carreira 1993/94.

Magnusson ficou então com um palmarés invejável, 3 ligas da Suécia (1985,1986 e 1987), 1 campeonato Suécia (1986) e 2 taças da Suécia (1984 e 1986) pelo Malmö FF.
No Benfica Magnusson acrescentou ao seu currículo 2 Campeonatos Nacionais (1988/89 e 1990/91), 1 supertaça Cândido de Oliveira (1988/89), 2 x Vice-Campeão Europeu (1987/88 e 1989/90) e ainda uma bola de prata (1989/90).

Mats Magnusson a 25 de Janeiro 2010 volta a vestir o manto sagrado no novo estádio da luz, A Catedral, onde dá um verdadeiro espetáculo, não futebolístico, mas como sempre muito humorado e divertido, como sempre o caracterizou.


Com uns quilos a mais e a notar-se a baixa de forma, Magnusson sempre bem disposto e divertido, foi recebido com um herói.

Obrigado Mats Magnusson, serás sempre jogador do Benfica e estarás sempre nos nosso corações.